entrevista com o ministro Marco Aurélio Garcia, assessor especial do Gabinete do Presidente brasileiro sobre assuntos internacionais,[Agência Brasil] Graças ao fortalecimento da economia brasileira e da moeda, nossas empresas estão expandindo seus negócios para os países da América do Sul e expandindo suas indústrias em novos mercados. Como você vê esse processo?
[Garcia] Eu vejo isso como um fator positivo, especialmente porque temos dois problemas aqui. Atualmente, temos muito desequilibrado as relações comerciais em favor do Brasil. Temos um superávit da balança comercial com todos os países da região, exceto a Bolívia (por causa das importações de gás). Isso mostra que as relações comerciais muitas vezes, não resolver as assimetrias existentes entre as economias sul-americanas, pelo contrário, eles até mesmo agravá-las. Uma maneira em que podemos compensar isso - além dos mecanismos multilaterais, como fundos, programas de infra-estrutura e de financiamento que o Brasil tem vindo a fornecer para a construção de obras públicas nesses países - é justamente na área de investimentos. E em grande medida, o Brasil está sendo procurado para estimular os países que necessitam de investimentos.
[Agência Brasil] Existem áreas específicas preferidas pelo Brasil e seus parceiros?
[Garcia] Isso depende muito do país. Há investimentos nas áreas de petróleo, gás e mineração. Petrobras está presente hoje na Argentina, Colômbia e Peru. Temos mineradoras, como a Companhia Vale do Rio Doce, e temos uma forte presença na área industrial, e que é do nosso interesse porque de uma maneira para estabelecer uma relação mais equilibrada com os países da região é ajudá-los avançar com um processo de industrialização - seja complementar às nossas indústrias ou as da Argentina ou por conta própria. O Brasil tem sido muito estímulo ao desenvolvimento industrial e agrícola da Venezuela.
[Agência Brasil] O modelo que está sendo desenhado pelo governo brasileiro envolve uma maior integração econômica?
[Garcia] Isto é, pelo menos, o movimento que temos tentado incentivar. Nossa economia é uma economia de mercado, é possível para nós para estimular investimentos - para guiá-los - mas não quer dizer que uma determinada fábrica está a ir. Mas as políticas governamentais são fundamentais nesse ponto.
[Garcia] Estamos financiando um projeto tripartite público obras pelo Brasil, Bolívia e Chile, que tornaria possível para abrir uma estrada de Porto Alegre através da Argentina para o Chile. Isso vai alterar completamente a integração Pacífico-Atlântico. Brasil também abriu uma linha de crédito extremamente importante para o projeto da Bolívia para o norte e está preparado para financiar a linha de transmissão de energia de Itaipu para Assunção, no Paraguai.
[Garcia] O Paraguai é um país com agricultura considerável, e podemos oferecer cooperação agrícola. Tenho a impressão de que no Paraguai, o essencial é saber se os paraguaios querem desenvolver um programa industrial para o seu país. Eles têm um activo muito importante, que é a eletricidade: eles têm a maior quantidade de eletricidade per capita no mundo uma grande parte que a eletricidade é exportada, mas poderia ser deslocado para a indústria paraguaia.. Estou certo de que não haveria interesse por parte dos empresários brasileiros, e um número de empresas brasileiras estão se preparando para anunciar investimentos lá na área de bens de capital. Eu sinto que há uma possibilidade de que seja alargado a outros sectores, como consumidor bens para o mercado interno e também para exportação. Outro assunto que estamos discutindo há mais tempo ainda é a indústria de biocombustíveis. Seria perfeitamente fácil para eles para começar a produzir etanol e biodiesel.
[Garcia] o Brasil tem
assinado um novo acordo automotivo com a Argentina. Pela primeira vez em
um longo período de tempo, é um acordo de seis anos, o que significa que ele cria
estabilidade. Os acordos anteriores eram anuais, então eles tinham pouco
impacto. Nos termos deste acordo de seis anos, um dos primeiros efeitos que são
de nota é que a Argentina retomou sua produção automobilística,
embora tenha perdido peças auto companhias muitos nos últimos anos. É
possível, no entanto, que a indústria de autopeças vai voltar porque
que acordo, sendo de seis anos de duração, tem um número de potencial
efeitos sobre a indústria automotiva. Nós aceitamos isso. O acordo
ser estendido a Paraguai e Uruguai. Isso significa que teríamos a
possibilidade de ver a ele que o Paraguai eo Uruguai também compartilhar
que a divisão do trabalho.Garcia] Estabelece as condições muito favoráveis para o processo de
reindustrializing Argentina. A indústria automobilística brasileira tem
aceitou. Para se ter uma idéia, muitas empresas que estavam em Córdoba
(Argentina) mudou para o Brasil, mas eles podem muito bem voltar. Além disso,
temos a possibilidade de o Paraguai eo Uruguai parte dela. Nós
foram falar com o ministro argentino sobre a possibilidade de
iniciar um processo de integração com a aeronáutica argentina
indústria baseada em compras muito consideráveis de que a Argentina vai fazer a partir de
A Embraer (Empresa Brasileira de Aeronáutica). Argentina aeronáutica
indústria foi muito importante no passado.
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[...] Satisfazer suas necessidades energéticas, e porque o Paraguai não usa toda a sua alocação de energia (Paraguai tem a maior produção de energia per capita no mundo), o Brasil compra a energia residual do Paraguai. Recentemente o Brasil concordou com um triplo [...]